Angela
Nascida no Rio de Janeiro passei a primeira quinta parte da minha vida aqui,
com meus pais e minhas cinco irmãs. Aos 14 anos me mudei para Brasília pois meu
pai, funcionário público, foi para lá transferido nos idos de 1964. Em fevereiro
daquele ano lá cheguei; uma terra nova que falava de mudanças intensas. Lá, vi a
ditadura de perto com canhões e carros militares pelas ruas em abril, enquanto
ía se firmando e aperfeiçoando.
Terminei o antigo ginasial num colégio público, que era o
comum na época, que me recebeu de braços aberto, o Setor Leste. Terminei o curso
e ingressei no CEMEB, famoso Centro de
Ensino Médio Elefante Branco, onde todos os que queriam estudar, na época
deveriam estar; fui para o curso normal, pois minha mãe, preocupada comigo, e se
eu casaria cedo, achou que eu deveria estar. No fim de um ano me transferi para
o curso científico para de fato me preparar para o vestibular da UnB que era
considerado difícil. Eu o fiz três vezes pois, namorando, deixei um pouco os
estudos; mas a terceira vez foi para valer e em 1971 ingressei na UnB.
Casei-me em 1970 de modo que quando passei no vestibular já
estava grávida de uma gravidez que perdi durante este período, mas, já em 1972
nasceu minha primeira filha, Luciana, que foi cortejada e paparicada por todos
os colegas estudantes e professores da escola. No ano seguinte, 1973, nasce a
Karina, mais uma filha para ser gostada naquela escola e acompanhada com o rigor e preocupação de estudantes de
medicina. Não parei por aí e em 1974 assustei todos os meus amigos com uma
prenhez tubária, que graças à ajuda e dedicação de todos, e apesar da minha
teimosia em continuar na escola com uma tubária rota, me saí bem. Fechei a
fábrica e continuei na faculdade, que terminei em 1977.
Em 1978 estava de volta ao Rio de Janeiro para a Residência
Médica em Radiologia, a especialidade que decidi fazer na época e que foi toda a minha vida e
sustento até aqui. Em 1979, ainda cursando a Residência Médica fui convidada para trabalhar na cidade de
Araruama, cidade para qual na época, fiz uma música junto com minha irmã Cecília, reconhecendo
sua importância, que eu antevia, na
minha vida. Em 1980 comecei a exercer o
cargo de Radiologista no Hospital Souza Aguiar. Em 1983, convidada por amigos,
fui dirigir uma unidade de saúde pública na Ilha do Governador, o Centro
Municipal de Saúde Necker Pinto, onde permaneci até 1990. No período em que
dirigi o Necker, coordenei a AP3.1(área
programática 3.1) onde muito aprendi sobre as necessidades de saúde da população
e resolvi fazer especialização em Saúde Pública na ENSP em 1987, saí da direção
do Necker mas fiquei ainda na Epidemiologia do serviço por 3 anos, voltando ao
Souza Aguiar em 1990, onde permaneci até me aposentar em 1997.
Araruama foi mesmo, como dizia a letra da música que
fizemos: “És caminho pro campo, és
caminho pro mar, verdadeiro encanto no meu navegar. Navegar pro futuro sem vela
e sem mar...” e estou aqui até hoje.
Em 2006 me encontrava meio triste, meio “deprê” como se dizia
antigamente e descobri que na minha cidade, Araruama RJ, havia um organismo
fantástico, o CEPHI(Centro de Estudos e Pesquisa do Homem Integral) que procurei
e fiz meu primeiro BALANCEAMENTO ENERGÉTICO, com a Dra. Silvia Thereza; me
apaixonei pelo método, de modo que em 2007 estava matriculada no curso
ministrado por Dra. Silvia, fisioterapeuta, e Dr. José Roberto, médico ortopedista.
Conheci os florais, as homeopatias, as energias, os chacras, enfim um mundo
totalmente novo para uma descrente médica radiologista. Mas, nas minhas andanças
anteriores, também estudei, por anos,
Astrologia, com a professora Márcia Mattos. Ou seja, lá no fundo eu ainda
acreditava numa FORÇA MAIOR que nos une
e também nos separa, como bem diz Tereza uma argentina, de Córdoba, mestre em CONSTELAÇÃO FAMILIAR, outra área
fantástica de estudos criada pelo Dr. Bert Hellinger, alemão, à qual também se
dedicou minha filha KARINA.
Em 2008 estava pronta. Estava pronta para ingressar de cabeça
nesta nova área apaixonante, a HOMEOPATIA. Claro que homeopatia para mim é além
de tudo o que aprendi no IHB(Instituto Hannemaniano do Brasil), o estudo da
energia, o energizar, o recuperar a energia vital com o que for melhor para esta
recuperação. Portanto, aqui estou, pronta para o tratamento, meu, e de quem mais vier.