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Homeopatia: Modo de Usar

Este Texto se destina a tirar algumas dúvidas sobre o uso dos medicamentos Homeopáticos. De início, é conveniente que se conheça o trabalho árduo do Farmacêutico Homeopático. Assim se terá uma idéia mais clara de como conservar e tomar corretamente os medicamentos Homeopáticos. 
Afinal é graças ao trabalho do Farmacêutico Homeopático competente que se pode ter garantia de que o medicamento terá o efeito já comprovado para que se realize o tratamento, como foi previsto pelo Médico Homeopata.

 
O que é um medicamento homeopático
Há medicamentos Homeopáticos de origens animal, vegetal e mineral. A matéria-prima utilizada varia de substâncias inertes (sem efeito terapêutico para a Alopatia, como o Lycopodium) a venenos (de animais peçonhentos), até mesmo outras substâncias de uso terapêutico bem conhecido por todos nós. 
Na Homeopatia, tudo é possível: por exemplo, a dor que é eventualmente produzida por uma substância, será curada por esta mesma substância em doses diminutas, segundo as Leis dos Semelhantes.
E a Bula ??
Alguns pacientes que se tratam com a Homeopatia esperam poder ler bulas de seus medicamentos. Seria praticamente impossível satisfazê- los. Afinal, a medicação homeopática é individual. Só serve para um determinado paciente aquele medicamento específico que o Médico Homeopata prescreveu. Então, a bula de um medicamento Homeopático de um paciente será diferente da de outro, mesmo quando a substância utilizada for a mesma. Uma bula única para uma substância poderia ficar do tamanho de um catalogo telefônico, pois existem medicamentos homeopáticos com mais de 4.000 sintomas.
As doses 
Os medicamentos Homeopáticos para serem prescritos necessitam, além da semelhança com os sintomas do paciente, de uma potência adequada ao caso de cada paciente. Ou seja,precisam ser diluídos e agitados de acordo com a orientação do Médico, que avalia isto durante a consulta. Este processo de manipulação do medicamento se chama
dinamização. Para obtenção da dinamização, normalmente os Farmacêuticos utilizam, entre outras, as técnicas chamadas de CH (Centesimal Hahnemanniana), de FC (Fluxo contínuo), que são as mais comuns. Estas técnicas de dinamização podem significar de alguns minutos a dias de trabalho ininterrupto, o que explica as eventuais demoras na feitura de medicamentos que não estejam em estoque. 
Como pode ser administrado 
Para que o medicamento homeopático possa ser tomado, é necessário que ele seja veiculado em substâncias inertes para sua absorção, após a obtenção do medicamento dinamizado. Normalmente usa-se como veículo a lactose, que é o açúcar de leite, nos medicamentos em forma de pós (embalados em papéis) ou em tabletes. Os medicamentos em forma de glóbulos já usam como veículo a sacarose, que é o açúcar de cana. Os de forma líquida utilizam na veiculação água alcoolizada e, por isto, têm gosto de álcool. Já as formas de pomadas, óvulos e supositórios são obtidos com as tinturas-mães misturadas em vaselina sólida, nas proporções adequadas. 
Como tomá-lo
     •Tome o medicamento da maneira indicada e na hora determinada por seu Médico Homeopata. 
     •Deixe que o medicamento entre em contato com a saliva. 
     • Se tiver de tomar o medicamento em jejum, não usar pasta de dente, nem antes ou depois. Café também, só depois de tomar o medicamento. Deixe para escovar os dentes 10 minutos depois. Lembre-se que o jejum é de hálito e não de estômago. 

     • Evite o contato com as mãos. Use as tampinhas dos frascos para tomar os glóbulos e tabletes. 
     • No caso de medicamento em solução alcóolica, bastam algumas gotas em dois dedos de água filtrada. 
     •Não ingerir bebidas alcóolicas junto com a medicação. 
 
     • Não reutilize o frasco após o término do medicamento. Escalde com água fervendo os utensílios que entrarem em contato com o medicamento homeopático ou use material descartável. 
     •Todo medicamento deve ficar fora do alcance das crianças. 
     •Em caso de ingestão acidental, comunicar imediatamente ao médico. Se não encontrá-lo, procure uma Farmácia Homeopática.
Sua conservação 
     •O medicamento Homeopático é sensível a cheiros fortes (“saches”, capim cheiroso, etc.), excesso de luz, umidade e calor. 
     •Deve ser guardado em uma caixa exclusiva para ele, em local seco e fresco. 
     • Evite guardá-lo no banheiro, devido à umidade e ao cheiro de perfumarias, sabonetes, cosméticos, e etc. 

     •Não deve ficar junto com produtos que contenham cânfora ou mentol (Vick®, pasta de dente, etc.), nem próximo de cheiro de cigarros. 
     •No carro, ele deve ser protegido do calor e da luz direta do sol. 
     •Ele é sensível ao Raio-X e outras radiações, o que significa dizer que não deve ficar próximo da tela de TV ligada ou de alto-falante sob pena de ser inativado. 
     •Caso vá viajar, peça à Farmácia um atestado para seu medicamento e não se esqueça de levar a receita de seu médico. Nos aeroportos, não deixe seu medicamento na mala ou bolsa de mão, pois elas sempre são radiografadas.  Carregue-o em um bolso de sua roupa, pois detectores de metais não o afetam tanto quanto o Rx.
Importante !! 
     •Não se automedique. 
     • Não repita receitas por conta própria. 
     •Não aceite indicação de medicamento dada em balcão de farmácia. 
     •Não recomende a amigos ou parentes o seu medicamento. 
     •Não utilize por conta própria medicamento de amigos ou parentes. 
     •Não esqueça que um medicamento Homeopático pode ter tantos ou mais efeitos colaterais quanto um alopático.
E lembre-se ! ! 
     A indicação do medicamento Homeopático depende de uma analise profunda da totalidade dos sintomas do paciente. Somente o Médico Homeopata está habilitado a fazer esta análise. É por isto que, no tratamento Homeopático, as consultas devem ser freqüentes. 
 
  • A Homeopatia trata o doente e não a doença.  
  • O medicamento de uma pessoa pode não ser de outra, mesmo que a doença seja a mesma.
  • Se quiser ajudar alguém, recomende um tratamento. Homeopático, não o seu próprio medicamento.  
  • Florais e Fitoterapia (tratamentos com ervas) não são tratamentos homeopáticos. 

  Esta página faz parte da série "Boletim Homeopático" e é editado por:
Dr. Marcos Dias de Moraes > > (http://www.hexanet.com.br/~marcosdm/marcosdm.html) 

Homeopatia


O que é

A homeopatia é um sistema medicinal alternativo que contempla a totalidade do ser humano em detrimento de doenças isoladas. Ela atua por meio de estímulos energéticos desencadeados por medicamentos homeopáticos com o intuito de reequilibrar a energia vital dos pacientes.
A homeopatia é orientada por quatro princípios: lei dos semelhantes, experimentação na pessoa sadia, doses infinitesimais e medicamento único.
O princípio da lei dos semelhantes estabelece que uma doença específica pode ser curada pela substância capaz de reproduzir os mesmos sintomas da doença. Ou seja: o que causa mal a alguém “saudável” pode curar alguém doente. Se um veneno produz efeitos como vômitos em uma pessoa, a versão homeopática (diluída) desse mesmo veneno poderá tratar pacientes com problemas de vômitos recorrentes, e assim por diante.
A experimentação na pessoa sadia dita que os testes de medicamentos homeopáticos devem ser realizados em pessoas – nunca animais – saudáveis. Dessa maneira, é possível avaliar os efeitos objetivos e subjetivos no grupo de experimentadores (como são chamados) e encontrar, em termos gerais, o “veneno que em doses homeopáticas cura”.
As chamadas doses infinitesimais consistem na diluição drástica de um medicamento e agitação (dinamização) para “despertar” propriedades latentes. Esse princípio causa controvérsias, porque, de acordo com muitos médicos, desafia qualquer lei da física ou bioquímica conhecida: de tão diluído o remédio, é possível que não haja nenhuma molécula mensurável do princípio ativo original. Alguns experimentos, no entanto, indicam que fenômenos ainda incompreendidos da física quântica poderiam explicar a eficácia dos medicamentos homeopáticos.
O princípio do medicamento único, que suscita debate mesmo entre especialistas em homeopatia, firma que a intervenção deverá ser realizada por vez: o paciente deverá tomar o medicamento que contenha o maior número de estímulos para os sintomas que o paciente apresenta. Apenas dessa forma o médico conseguirá avaliar a eficiência da terapia de forma precisa.

Para que serve

De acordo com a homeopatia, o indivíduo não tem apenas uma doença: ele carrega um desequilíbrio que se manifesta de diferentes formas ao longo da vida. Por esse motivo, a função do médico homeopata é restaurar o organismo aos estágios que precedem a vida, no caminho da cura. É considerada, portanto, um tratamento preventivo e curativo.
Empregando mais de 2000 remédios diferentes extraídos de substâncias vegetais, animais e minerais, a homeopatia se propõe a estimular o sistema imunológico e restaurar o equilíbrio energético do paciente com base nos sintomas e tratar qualquer doença, embora nem todos os indivíduos se beneficiem integralmente com a terapia.
A homeopatia é frequentemente indicada para problemas do trato gastrointestinal, ginecológicos, dermatológicos, respiratórios e falta ou expressão exagerada de “resistência” (infecções virais e bacterinas frequentes e doenças alérgicas). Além disso, pode buscar a cura para problemas emocionais como a depressão. Contudo, pacientes que sofrem de distúrbios graves como diabetes ou câncer não devem substituir a terapia convencional – ainda considerada “soberana” em todo o mundo - por remédios homeopáticos, exceto com o consentimento do endocrinologista ou especialista responsável.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a sua prática como medicina alternativa e complementar. No Brasil, foi reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina em 1980 e é utilizada pelo Sistema Único de Saúde desde 2006.

Curiosidades

Muitos pacientes observam que o início do tratamento homeopático parece agravar os sintomas de uma doença. Isso pode ocorrer, já que o medicamento homeopático pretende provocar no organismo uma doença artificial semelhante à doença natural, para estimular o organismo a corrigir o desequilíbrio. Entretanto, se os sintomas se tornarem graves, é sinal de que o medicamento homeopático está tendo uma ação excessiva e prejudicial ao corpo.
Luc Montagnier, virologista francês responsável pela descoberta do HIV, afirmou que o DNA de algumas bactérias pode deixar “marcas” na água, mesmo após sucessivas diluições. Uma espécie de “ressonância” faria com que modificações da estrutura da água emitissem sinais eletromagnéticos para outras soluções aquosas.
A teoria de “memória da água”, como é chamada, não foi comprovada pela metodologia científica, mas é frequentemente associada por alguns aos fenômenos da física quântica que explicariam a eficácia dos remédios homeopáticos.
Samuel Hahnemann é considerado o “pai da homeopatia”. Nascido em 1755, se formou em medicina pela Universidade de Leipzig, mas se decepcionou com os métodos que visavam a cura na época. Inspirado em métodos utilizados por nativos peruanos para o tratamento de doenças, deu início aos primeiros experimentos que o levariam a criar a homeopatia.